16 agosto, 2011

O verbo é... ser (humano)

Hoje assisti a mais um episódio do programa da Band, A Liga. Gosto muito. É o tipo de jornalismo que eu curto.

O tema abordado foi "Trabalho Escravo".

Tudo bem que não é lá um tema muito novo. Já havia assistido outras reportagens sobre o trabalho escravo, a exploração no Brasil.

Mas é interessante como têm dias em que as coisas se mostram diferente para nós, mesmo sendo iguais a outros dias. Está me entendendo?

Quero dizer, mesmo já tendo visto outras reportagens a respeito, dessa vez foi diferente. Nunca havia ficado tão revoltada. Cheguei a sentir nojo da nossa espécie. E piora ainda mais quando me lembro que o homem é capaz de fazer coisas cada vez piores contra o próprio homem. Ou mesmo que seja contra um animal, não importa. É nojento. É revoltante.

Outro dia, estava caminhando para dar uma aula de violão na casa de uma aluna e passei por um lugar de pouco movimento. Numa esquina estava uma caixa de papelão com três filhotinhos de cachorro. Sabe, lindos!!! Mesmo que não fossem de raça... eram lindos, inofensivos! Estavam abandonados. O que custava o bendito "ser-humano" ao menos entregar a uma dessas ong's que cuidam desses animais e os disponibilizam para adoção? Nada.

Confesso que depois me senti culpada, e até sonhei com aqueles cãezinhos, pois nada fiz para ajudá-los. Pensei em fazer. Não fiz.

Agora, pensa o seguinte: e aquelas mães que abandonam seus bebês em latas de lixo? Aqueles pais que saem de casa, dizendo que vão comprar cigarro, e nunca mais voltam, abandonando mãe e filhos?

E esses "homens" que trazem pessoas do nordeste para trabalhar em seu negócio aqui no sudeste, prometendo mundos e fundos, e aqui só o que oferecem é um trabalho mal pago, acomodações dignas de uma barata... Esses "homens" que enchem seus bolsos, não somente esvaziando o bolso de seus "escravos", como também eliminando o resto de sonhos que restavam em seus interiores. E não só desses trabalhadores, como de suas famílias que permanecem no nordeste, esperançosos, aguardando com ansiedade a melhora de vida que o novo trabalho do papai, do marido, trará para eles.

Sem contar com as diversas barbáries que vemos, dia após dia, nos noticiários.

Sabe, eu não acredito, em hipótese alguma, na teoria de Darwin. Mas, em momentos assim, eu penso que se nós não viemos do macaco, pelo menos deveríamos passar a ser como eles... a teoria da evolução invertida. E, às vezes, a impressão que dá é que será esse o nosso fim: deixaremos de viver como seres-humanos, feitos à imagem e semelhança de Deus, e passaremos a viver como estes animais que não têm capacidade de raciocínio, que agem instintivamente... e assim caminhará a humanidade.

Aí, então, em minha mente vem: e Deus? Se eu, um mero ser-humano como estes de quem falei aqui, tenho essa reação, como será que Deus, o Criador, que nos fez a sua imagem e semelhança, reage? Qual será seu sentimento?

Sei lá se estou falando bobeira aqui, se estou blasfemando (espero, sinceramente, que não)...

Mas e Deus?

Lembro-me de um episódio narrado na Bíblia: o dilúvio. Ele resolveu acabar com os homens, porque havia se arrependido de tê-los criado, vendo no que se transformou a sua criação. Mas fez uma aliança com Noé de que não iria mais destruir o mundo com água...

Ah, como damos mais do que motivos para que Ele se arrependa de ter feito esta aliança.

Enfim... acho que vou parar por aqui. Paro com o post, não com minha revolta. Nem com minha questão: como será que Deus reage ao ver tudo o que sua criação tem feito com a própria criação?

Ao menos, para uma coisa serve tudo isso: me fazem desejar ser mais humano... me distanciam ainda mais do sentimento de maldade e corrupção... me tornam mais solidária... me achegam mais a Deus, já que essa é a melhor forma de eu permanecer como sua imagem e sua semelhança.

E assim caminha a minha humanidade...

2 comentários:

Denise Malafaia Cerqueira disse...

Ah...agora entendi o porquê de você tanto resmungar e reclamar e se revoltar enquanto via este programa, Té!
kkkkk...muito bom! É isso ai, filha!
Que bom que seu coração é apaixonado pelo ser humano!
Deus, com certeza se entristece, com aqueles...mas se alegra com as suas criaturas que como você, como eu, ainda se lembram de onde vieram.
Deus seja louvado!

Filipe Malafaia disse...

Não vi o programa, mas ele deu uma repercussão enorme em toda a mídia e no Brasil ainda dias depois de ir ao ar. Também fiquei revoltado com a situação, mas sei lá, ainda tenho esperança que se cada um fizer a sua parte em compartilhar amor, a vida de Cristo, as coisas vão e podem mudar. Bjos, Té!

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